jusbrasil.com.br
4 de Abril de 2020

Juiz usa Porsche apreendido de Eike Batista

Tony Wippich, Contador
Publicado por Tony Wippich
há 5 anos

O advogado Sergio Bermudes, que defende Eike Batista, afirma que o juiz que mandou apreender bens do empresário, dr. Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, tem usado um Porsche Cayenne branco (placa DBB-0002), pertencente ao cliente dele.

A mulher de Eike, Flavia Sampaio, publicou nesta terça-feira (24), no Instagram, uma foto com a seguinte frase: “O que um veículo de Eike Batista apreendido pela Polícia Federal, e que deveria estar sob sua guarda em depósito público, fazia, nesta noite, estacionado em um condomínio residencial na Barra da Tijuca?”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Bermudes afirma que o magistrado levou o veículo para o prédio onde mora. O jornal flagrou o juiz dirigindo o veículo nesta terça-feira, no centro da cidade, próximo à sede do Tribunal Regional Federal.

Ainda segundo Bermudes, um piano que foi apreendido também estaria em posse do juiz. A Justiça reteve de Eike Batista seis carros, um iate, 16 relógios, uma escultura, mais de R$ 127 mil em espécie (sendo R$ 37 mil em moedas estrangeiras), como garantia para pagar credores, em uma eventual condenação do empresário, processado por crimes contra o mercado financeiro.

Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o magistrado não foi localizado. O R7 também não conseguiu contato com ele até a publicação desta matéria.

Ao blog Radar On-line da revista Veja, o juiz disse que quando estacionaram os carros apreendidos no pátio da Justiça Federal não havia vaga para todos. Segundo a revista, ele teria levado os dois mais caros e estacionado nas vagas cobertas do próprio prédio onde mora e fez um ofício ao Detran comunicando que os carros estariam ali.

A revista informa que, de acordo com o juiz, os carros não saíram da garagem desde então. Hoje, os carros iriam para a Justiça Federal para ficarem expostos no pátio, porque o leilão será amanhã. Na hora de sair de casa, a Hilux que o motorista da Vara Federal dirigia deu problema e teve de ser rebocada. O motorista era quem pegaria o Porsche depois para levar à Justiça Federal. Então ele, se dispôs a levar.

O blog afirma ainda que o advogado de defesa de Eike Batista, Ari Bergher, entrou em contato com a revista para afirmar que descobriu que o Porsche Cayenne não foi incluído pelo juiz no edital do leilão de amanhã. Portanto, segundo Bergher, o “passeio do juiz” com o carro “se constitui em improbidade administrativa”.

6 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Juiz Hue é complicado.... continuar lendo

Com o aval do MPF que foi coautor do ofício.

Mas pq ele não dirigiria? ... Há algo de errado nisso? ... Só saberemos quando vermos se a punição (caso haja) impostas for, digamos, no mínimo, proporcional a que aconteceria com qualquer outra classe menos pomposa de servidor público.

Bem, o TJ-RJ já confirmou que juiz é Deus ... será que a Federal tb? ... se for ele (ou Ele) tudo pode, logo não há nada de errado. continuar lendo

Pode sim, qualquer estudante de direito ja estudou isso, se chama "transitando em julgado" continuar lendo

Muito boa!

De verdade! saiu uma lágrima de tanto rir.

Parabéns! continuar lendo

So rindo mesmo, é muita cara de pau! continuar lendo

Ainda tem explicação para tudo!

Eu li uma reportagem que ele explica o fato. É hilário! continuar lendo