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Escrito Direito, Advogado
Escrito Direito
Comentário · há 2 anos
Em mais de 8 anos na advocacia trabalhista eu nunca vi um único caso de mulher, na mesma função do homem, ganhando menos.
Existem casos isolados levantados como exemplos, mas as estatísticas são feitas em cima da média salarial. Ocorre que o homem faz mais horas extras, faz 90% de todo trabalho insalubre e perigoso e tem também a questão de que a remuneração do trabalhador tem a ver com quanto dinheiro esse trabalhador dá de volta para a empresa.
Comparando um Neymar com uma Marta, com certeza o Neymar ganha mais de 3 milhoes de Euros por mes, porque o time dele ganha muito mais do que isso com a contratação. A Marta, que foi melhor jogadora do mundo, ganha uma fração infinitesimal disso porque não vende tanta camisa e a presença dela no mercado publicitário não é tão requerida.
Mas podemos comparar uma Gisele Bündchen eSimon Nessman. Ele ganhou 10 vezes menos que a Gisele, porque a imagem da Gisele vende mais e se ela ganha 5 milhões com uma campanha é porque a agência dela ganhou alguns milhões também e o anunciante ganhou muito mais do que isso com as vendas.
Existem casos de mulheres que ganham menos que homens, mas também existem casos de homens que ganham menos que as mulheres e, na quase totalidade das vezes é por causa da produção. Sem contar ainda que, ainda que exista alguns casos de mulher ganhando menos só porque seja mulher, não há uma cultura da desvalorização do trabalho da mulher.
Se comparar um NIlson Klava com uma Andreia Sadi, com certeza a Andreia ganha mais que ele, mas tem a ver com o trabalho que ela faz.
Colocar igualdade salarial por força de Lei acaba desincentivando a produção. Os trabalhadores que trabalham mais tem que ganhar mais para incentivar a competição saudável e o aumento da produção, porque não é salário alto, nem consumo que define um crescimento econômico, mas tudo começa na produção.
Salários altos sem produção quebra a empresa, Consumo sem produção aumenta a inflação.
F
Felipe B
Comentário · há 2 anos
Dr. Eduardo esse tema é de grande relevância e devemos sempre buscar combater a pedofilia, no entanto a interpretação feita por você da nova lei francesa foi equivocada. A lei Schiappa veio justamente para fechar mais as lacunas que existia na França.
Desde já adianto que o código penal francês continua prevendo penas de 5 a 20 anos de prisão para adultos que fizerem sexo com menores de 15 anos, além de pagamento de multa.

A nova Lei Schiappa trouxe uma pena para agressões sexuais cometidas contra menores de 15 anos, mesmo que a vítima tenha permitido continua sendo punível! Seria o equivalente ao estupro de vulnerável no Direito Brasileiro, mas lá eles protegem até menores de 15 anos e aqui no Brasil apenas até 14. Isso fica claro na lei quando diz que menores de 15 anos “não dispõem do discernimento necessário sobre seus atos”, ou seja, esses menores também não teriam como consentir um ato sexual.

Uma informação importante a se colocar também é que essa Lei foi colocada em pauta e aprovada justamente por causa de dois casos que repercutiram na França: "Em uma delas, juízes absolveram um homem de 22 anos que manteve relações sexuais com uma menina de 11 por não haver provas de que houve coerção, ameaça, violência e surpresa. Na outra, um homem de 28 anos viu sua acusação por ter estuprado uma menina de 11 anos ser requalificada como “violação sexual”, também por não haver provas de coerção, ameaça, violência ou surpresa." Isso ocorreu antes de a lei entrar em vigor, se a lei já estivesse vigente na época do ato eles teriam sido condenados.

De modo que a notícia que a França legalizou a pedofilia é #FAKENEWS
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